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    É preciso ter espírito de equipe


    LÍDER, UM PROMOTOR DE AÇÕES
    O terapeuta comportamental da RH Joy, César Cezar, defende que o entrosamento entre os membros de uma equipe gera motivação e condições para a administração de conflitos.
    Nesse sentindo, segundo ele, o líder deve atuar como promotor de ações conjuntas para a superação de obstáculos, mostrando a importância da união de forças para a superação de dificuldades. “O espírito de equipe é a conscientização da importância do dever e do desempenho individual na conquista de um objetivo comum”, explica Cezar. Embora o espírito de equipe envolva uma compreensão subjetiva, o terapeuta entende se tratar de uma motivação coletiva, que impulsiona a cooperação mútua. “A camaradagem é uma das características marcantes do espírito de equipe, assim como a busca da excelência por meio da sinergia”, acrescenta. O conceito só é compreendido quando o fracasso na busca por alguma coisa é sentido por todos.
    A participação individual de cada membro da equipe na conquista de um objetivo comum não deve ser encarada como fator que renega o desempenho a um segundo plano. De acordo com Cezar, o mérito de cada pessoa é assegurado a partir do momento em que sua ausência é sentida por todos, demonstrando que o brilho pessoal continua intenso e notório. A tendência da valorização do trabalho em equipe é maior nas empresas multinacionais, que entendem que o individualismo é o
    elemento que destrói o espírito de equipe, justamente por não valorizar a diversidade de características oferecidas pelos indivíduos diferentes.

    Quando as pessoas operam em grupo, os desafios se tornam estimulantes para todos

    O ditado popular diz que “uma andorinha só não faz verão”. Trabalhar em equipe, segundo especialistas em gestão de pessoas e análise comportamental, é uma habilidade que as empresas buscam nos novos talentos. Mas, para entender os
    benefícios proporcionados pela cooperação mútua é preciso que o profissional deixe de lado o conceito do destaque isolado de desempenho, surgido no passado quando os profissionais competiam internamente nas empresas para galgar novos postos.
    De acordo com o terapeuta comportamental da RH Joy, César Cezar, o espírito de equipe é altamente valorizado no modelo globalizado de gestão, por defender
    que o desempenho da equipe — com a somatória de talentos e compartilhamento de
    experiências—supera a performance e os resultados de um profissional que age isoladamente. “É preciso que o profissional pare de acreditar que adotando o espírito de equipe, seu brilho pessoal ficará relegado a segundo plano”, esclarece
    o terapeuta comportamental.
    O palestrante e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, Eduardo Shinyashiki, em seu artigo ‘A força da equipe’, defende que “a essência de cada organização e empresa é de unir as próprias
    forças para conseguir um objetivo comum, pois o pertencer a um grupo, a uma equipe, estimula no indivíduo a vontade de oferecer o melhor se si, superando obstáculos que sozinho não conseguiria enfrentar, em uma lógica onde todos crescem”. 
    Segundo ele, a competição deixa de lado a visão de mundo que privilegia o coletivo e a união das diferenças e incentiva as comparações, que trazem sentimentos que nos desequilibram, como inferioridade, insegurança e medo. Na lógica da competição o indivíduo só avança se tem alguém que fica para trás e para se tornar “o melhor” precisa ter um “pior”.
    Sacrifica-se a solidariedade e o respeito para o outro, percebido não como aliado, mas como obstáculo no caminho da própria realização.
    Shinyashiki, lembra que,quando as pessoas operam em equipe, “os desafios a ser enfrentados se tornam estimulantes para todos, mesmo para aqueles que sozinhos deixariam as inseguranças internas prevalecer, por medo de não conseguir. Assim
    a força da equipe se transfere aos integrantes do grupo inibindo mais facilmente o medo do insucesso individual, criando um clima de auto motivação e estimulando o prazer de conseguir uma vitória comum”.
    Quem trabalha em prol da equipe não se preocupa em alcançar uma posição de destaque solitária, mas, sim, desenvolver-se em sintonia com os demais para que, juntos, possam chegar ao objetivo maior.
    “O sucesso reside em nossa busca constante por melhorar todos os dias, mas em relação a nós mesmos e não aos outros, respeitando as diversidades e tendo consciência de que as mesmas podem caminhar juntas criando modelos mais valiosos e eficazes do que o indivíduo sozinho poderia atingir”, completa o palestrante.

    FONTE - JORNAL CORREIO POPULAR
    DATA - 05/08/2012
    DIVULGAÇÃO E ANDRÉ MONTEJANO